ENTREVISTA: Voxlab – Felipe Couto

Revista Casa D’Italia, Juiz de Fora, Ano 3, n. 19, 2022 – Departamento de Cultura | ENTREVISTA: Voxlab – Felipe Couto


1 Como surgiu a ideia de criar o Voxlab?

A ideia do Voxlab surgiu de experiências que tivemos com outras pessoas daqui da cidade. Eu e o Diogo somos os holds aqui do Voxlab, trabalhamos também com empresas de audiovisual, e, por isso, acabamos fazendo muitos contatos com pessoas de Juiz de Fora e de São Paulo. De uns anos para cá, vínhamos ouvindo muitas histórias interessantes, histórias de pessoas que têm um desempenho na cidade muito interessante, e sempre sentimos a necessidade de valorizar essas pessoas, de engrandecer o trabalho delas, e não sabíamos como fazer, como mostrar o trabalho dessas pessoas. Até que um dia, fazendo um trabalho de making-off para uma modelo negra, decidi pegar um depoimento dela sobre racismo, vivência etc. Então convidei ela para bater um papo. Foi daí que surgiu a ideia. Conversei com o Diogo e soube que ele tinha um espaço na casa dele e, com isso, montamos o espaço do Voxlab e planejamos com calma como seria o projeto.


2 Como foi esse caminho do momento em que você pensou que seria um bom projeto até a concretização dessa ideia? Foi um processo longo?


Foi um processo bem longo, cansativo, pois determinamos que seria uma imersão na qual o convidado se sentisse valorizado, pois o objetivo era valorizar essas pessoas. Então, determinamos também alguns padrões de trabalho. Incubamos o projeto em novembro de 2020, assim que o Tiagão, o operador atual das nossas lives, se juntou ao projeto. E somente depois de ter definido tudo conforme queríamos é que começamos os episódios. O primeiro episódio foi lançado em maio desse ano [2021], com o padrão visual, estético e técnico desejado.


3 Por que Voxlab? Por que não Voxcast ou Podlab?

Voxlab. Vox é uma palavra do latim que tem a ver com voz, e a adoção dela no nome, na verdade, veio posteriormente, porque, quando estávamos fazendo o podcast, eu tinha a ideia de fazer uma coisa que seria uma experiência, uma coisa de laboratório. Eu gostava muito da sonoridade do “lab” em “colab”, que é quando fazemos algo em parceria com alguém. Por isso eu achava que “lab” soava bem por causa da sonoridade e do sentido que a palavra tinha. Mas, como não poderia chamar o podcast de Colab, aí eu pensei na palavra “vox”, pelo fato de ali haver trocas de experiências. Então chegamos em voxlab, voz em laboratório, que faz todo o sentido por ser uma experiência através da conversa e, ao mesmo tempo, da parceria com nosso convidado.

Além disso, percebemos que a maioria dos podcasts tinham o nome sempre relacionado a esse termo, seja iniciando o nome com “pod” seguido por mais alguma palavra, ou então sem começar com “pod”, mas usando a terminação “cast”. No nosso caso, como sempre tivemos uma proposta visual e de formato diferenciado,  o nome do nosso projeto não poderia ser como os demais, ele deveria transmitir essa ideia diferente. 


4 Você poderia nos dar mais detalhes do processo de elaboração dos episódios? Como é feita a escolha dos convidados? E como vocês procuram apresentar essa informação que o convidado traz ao Voxlab?

A recepção dos convidados tem como critério básico a contribuição oferecida pela pessoa, a relevância de sua atividade para a cidade e para a sociedade, e não pelo número de seguidores em si que a pessoa tem, como alguns acreditam. Um dos objetivos é trazer informação com leveza, descontração. E, dessa forma bem simples, temos recebido excelentes convidados. Inclusive neste momento estamos produzindo o quadragésimo episódio, que conta com a presença da secretária de saúde municipal de Juiz de Fora.


5 Como você avalia a existência do Voxlab? As experiências têm atendido suas expectativas? E, para você, qual a contribuição que o Voxlab pode oferecer?


As experiências têm sido as melhores. Nesses quase 40 papos tivemos muitas experiências legais, histórias que surpreenderam e convidados que superaram as expectativas — que já eram boas. Ficamos também surpresos com o rápido crescimento que tivemos. Nós tínhamos uma meta e estimativas, mas o crescimento foi superior a essas previsões. Nós trabalhamos com a ideia de que o Voxlab não é para a gente do Voxlab e, sim, para a cidade. Por isso, esperamos que o projeto cresça, para ajudar outras pessoas, pois queremos ter uma relevância de mídia para ajudar as pessoas que estão chegando com projetos legais, que têm algo a contribuir, criar um ambiente democrático que permita aos seguidores absorver a informação que disponibilizamos e levar esse conhecimento para frente.


Felipe Couto

É nascido aqui mesmo, na terrinha. O Juizforano veio de família simples e foi o primeiro a conseguir chegar a universidade. Se formou no Bacharelado de Artes e Design logo depois de ter se formado também no curso de design do antigo CTU. Com o conhecimento na área das artes e do marketing, começou a gerenciar perfis de rede sociais para diversas empresas ainda em 2012, quando o termo “social media” ainda não existia. Com essa bagagem começou a explorar a área da produção de conteúdo ainda em 2016, quando começou a criar vídeos para o youtube fazendo análises e dando dicas de marketing digital. Com a prática de produção audiovisual, acabou conhecendo e tendo muitas experiências com pessoas diferentes ao longo dos anos, isso culminou na criação do VoxLab, que é um projeto onde se poderia contar, debater e trocar ideia com pessoas e suas diversas experiências. A ideia veio no fim de 2019, mas só saiu do papel em 2021 quando foi ao ar o primeiro episódio do VoxLab Podcast. Ao lado de seu amigo, Diogo Machado, ambos revezam o trabalho do podcast com a empresa de assessoria de Marketing Digital que fundaram em 2021, a Alcateia. Além disso eles são membros fundadores da Mauna, banda de Juiz de Fora que recentemente assinou contrato com uma gravadora de São Paulo.


Um comentário em “ENTREVISTA: Voxlab – Felipe Couto

  1. Papo inteligente, deixa os convidados à vontade e daí surgem histórias que ultrapassam a matriz e rotulos que temos dos convidados. Os meninos são 10! Precisamos de conteúdo e informação livre como a que eles conseguem extrair!

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