Epistemicídio – O apagamento da história de um povo

Revista Casa D’Italia, Juiz de Fora, Ano 2, n. 17, 2021 – Miriam Dias | Epistemicídio – O apagamento da história de um povoo


  A cultura de um povo sempre deixa marcas que não podem ser escondidas, mas são em muitos casos, descaracterizadas ou tiveram sua propriedade compulsoriamente transferida. O processo de inserção dos imigrantes nas terras brasileiras foi marcado por inúmeras dificuldades materiais, subjetivas e objetivas: alimentação, saúde, higiene, desenraizamento, contato com o outro e com a nova terra, autoimagem desvalorizada, e isso se deu tanto com a inserção compulsória de africanos para trabalho escravo quanto com os europeus italianos e os alemães para substituí-los por ocasião do fim da escravidão no Brasil. Neste mês da consciência negra, quero fazer uma reflexão sobre os saberes e as culturas africanas “ocidentalizadas” e descaracterizadas em um dos principais veículos de apresentação da cultura de um povo: sua arquitetura. Para isso, teremos dois olhares: um geográfico, limitando-se à arquitetura eclética da cidade de Juiz de Fora e o outro temporal, no qual abordaremos dados recolhidos da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX. Tido como o “emblema da industrialização”, no período entre 1830-1930, o Ecletismo arquitetônico assim como na Europa, foi implementado na cidade de Juiz de Fora (MG) como uma representação de poder, estilo e modernização. Porém sua implementação também foi um fator segregador, dividindo as classes sociais, através da arquitetura e do urbanismo. O epistemicídio e a tentativa de branqueamento de vários vultos históricos não é exclusividade do Brasil. A diáspora negra já trouxe consigo algumas tentativas anteriores de apagamento da história dos homens de pele escura, também conhecidos como “mouros” e suas riquezas culturais. Essas riquezas foram diluídas nas culturas ibéricas assim como em outros continentes, chegando ao Brasil já corrompida e despida de sua identidade original. O ecletismo arquitetônico de Juiz de Fora apresenta traços miscigenados dessas culturas, envolvidos no manto da desconstrução dos dados da memória histórica que precisam ser reposicionados como em um grande quebra-cabeça para enfim se obter uma visão mais ampla da história vivida e ocultada pelas políticas desenvolvidas para esta nação e que ao longo dos tempos tem impactado a história desta região.

Existe uma lacuna no que se refere à memória coletiva acerca da cultura negra e sua presença diluída na arquitetura eclética de Juiz de Fora. Muitos estudiosos do assunto referem-se à participação do negro na constituição histórica da arquitetura brasileira apenas como mão-de-obra, força de trabalho ou em substituição às instalações complementares da casa como a hidráulica e a elétrica, uma vez que a casa era pensada, incluindo a presença desse negro que carregava água, retirava os detritos, abanava, limpava, etc. A participação da cultura negra como elemento de memória impresso na arquitetura brasileira sempre foi desfocada e sua trajetória desviada para imagem da engrenagem que faz a casa funcionar.

Lúcio Costa,  arquiteto brasileiro, apesar de ter nascido na França, que sagrou-se nesta nação como urbanista, ainda que envolvido em alguns episódios suspeitos como instigar a demolição do Palácio Monroe, que havia sido premiado como a construção mais linda do mundo, em 1904, apontando-o como um “erro arquitetônico” e responsável pelo Plano Piloto da Capital Federal, em sua análise, sobre a influência do negro na arquitetura brasileira, aponta o escravo africano como uma “mistura de bicho e gente” da qual dependia a habitação, o que ele chamou de “máquina de morar”. O conforto da casa estava na presença do negro, pois era ele que fazia a casa funcionar, já que as notícias sempre chegavam, porque havia o negrinho de recado, as crianças ficavam bem, uma vez que  havia a negra babá, o negro era o esgoto, pois era encarregado de retirar os excrementos da casa, era também o duto condutor de água corrente quente ou fria, era o monta-cargas, o criado-mudo, o ventilador, o candelabro e muitas vezes o interruptor de luz, o botão da campainha ou até lavador automático… Para ele, “o negro não participou com formas, elementos ou técnicas construtivas, mas como meio do funcionamento da casa.” Com a abolição, a habitação teve que reformular o seu programa de necessidades e suas áreas. Segundo ele, muitas de suas conclusões foram tiradas com base nas pinturas de Debret, que em seus registros do cotidiano brasileiro, sempre retratou o negro serviçal. Foram estes registros que foram para os livros de história, os museus e foi desta forma que sua história nos foi apresentada.

Quadro “Um jantar brasileiro” de Jean Baptiste Debret. A mulher ao lado do ventilador “se distrai com as crianças em substituição aos cãezinhos” segundo as palavras de Debret.
Fonte: Disponível em https://selecaoessec2017.wixsite.com/selecaoessec2017/single-post/2017/03/14/Jean-Baptiste-Debret

Outro pensador a compartilhar do assunto foi João Baptista Pianca, professor da UFRGS, em seu livro “Compilações de Arquitetura no Brasil”, afirma que a influência do negro é imaterial, ou “de características impalpáveis” que são “a suavidade e a ternura que devemos atribuir ao sangue negro.” (No meu entender, significa que os negros não fizeram nada, mas pelo menos estavam ali de coração… O sangue é só um toque poético…)

Outro pensador para compartilhar sobre o assunto é João Baptista Pianca, professor da UFRGS, em seu livro, Compilações de Arquitetura no Brasil, no qual afirma que a influência do negro é imaterial, ou “de características impalpáveis” que são “a suavidade e a ternura que devemos atribuir ao sangue negro.” (No meu entender, significa que os negros não fizeram nada, mas pelo menos estavam ali de coração… O sangue é só um toque poético…).

Outro autor, John Bury, nos anos 50, declarou, em seu livro, A arquitetura e a arte no Brasil colonial, que não houve contribuição artística indígena ou africana que compusesse a individualidade brasileira. Ele apresenta a arquitetura brasileira como fruto exclusivo da tradição europeia, reiterando que os negros e os indígenas não participaram da composição da arquitetura nacional. Para ele, o único caso que foge à regra e “que era digno de menção” é o de Aleijadinho, com seu talento individual e único.      O autor Paulo Ferreira Santos, em seu livro, Quatro séculos de arquitetura, de 1977, também compartilha do pensamento de Lúcio Costa, e discorre que a abolição foi um fato capital para a arquitetura, deixando um forte impacto na economia, nas famílias, no qual os negros atuavam efetivamente, afinal, agora as mães teriam de cuidar de seus próprios filhos e na casa “fosse ela rural ou urbana, cujo funcionamento dependia dele e agora sem ele, o programa teve de ser não somente reduzido como modificado na sua orgânica e no seu funcionamento.

Plantas das residências do Período Colonial. À esquerda uma residência urbana e à direita uma residência do campo.
Fonte: Iconografia de Debret.

Já Sylvio de Vasconcelos, em seu estudo “Villa Rica: formação e desenvolvimento” de 1977, Já Sylvio de Vasconcelos, em seu estudo, Villa Rica: formação e desenvolvimento de 1977, disserta acerca das origens arquitetônicas da cidade de Ouro Preto, atribuindo parte da qualidade artística, característica de Minas Gerais, com a herança cultural negra, que traziam os seus antepassados e a liberdade, na qual os mulatos desfrutavam naquela sociedade, dada a sua condição social.

O autor Nestor Goulart Reis Filho, em seu livro, Quadro da Arquitetura no Brasil, tem citações, nas quais comenta que o trabalho do negro escravo era feito quase sempre com pouca qualidade. De acordo com ele, a mão de obra escrava era sempre grosseira e imperfeita, devendo ser substituída pela criadagem europeia. Dizia também que as construções que aproveitam a mão de obra escrava eram rudimentares.

  De fato, a escravidão significou um atraso nas formas de pensar e de usufruir da arquitetura. A visão colonial que determinou quem era capaz e quem não era, de acordo com a etnia, infelizmente ainda mantém os seus traços vivos em pleno século XXI.  E é o que faz um artista criar móveis e objetos decorativos que mantém o negro em posição de servidão, como cadeiras, mesas e suportes de vasos ou balaústres.

As fotos acima de exposição disponíveis no site russo https://www.buro247.ru/culture/arts/29-aug-2019-armchair-case.html, no qual há um artigo que questiona o porquê os ocidentais são tão sensíveis a essas imagens. No mesmo artigo, discutem qual é o problema de ter um garçom negro em uma recepção, já que é um artigo de luxo possuir um escravo negro… 

Foto de um porta-toalha de um casarão em bairro nobre de São Paulo. 2019
Fonte: Foto da autora

A cidade de Juiz de Fora, começou sua existência como um forte polo escravocrata, o que lhe permitiu estabelecer-se em um primeiro momento como polo cafeeiro e posteriormente como o símbolo da industrialização e do progresso, no período entre 1880-1930 (SOUZA, 2003), pois buscavam assim patrocinar a modernização, a higienização e a racionalização do espaço, o que foi impresso em sua arquitetura de estilo eclético como emblema de branquitude ocidental europeia, retratado nos bairros residenciais, administrativos e comerciais. Aos operários das fábricas foram impostas às vilas operárias, que os nivelava em um certo padrão e os cortiços que abarcavam também as classes mais baixas, dentre os quais estavam, em sua maioria, os recém libertos do cativeiro, criando zonas urbanas cujo estilo arquitetônico não foi considerado como parte do ecletismo impresso na cidade para expressar a modernidade e a evolução, pelo contrário, era o retrato do descarte e do abandono. Por outro lado, os dados históricos registram um número singular e igualmente desfocado de escravos libertos na região que se tornaram herdeiros de seus senhores, incluindo as intervenções que fizeram em suas posses de terras e imóveis na configuração da paisagem e da dita arquitetura eclética, porém em um total anonimato.

Considerando-se que, em 1853, o número de escravos, em Santo Antônio do Parahybuna (nossa Juiz de Fora), contabilizava 62% da população total, pode-se pensar que essa força de trabalho foi de suma importância para o desenvolvimento econômico da cidade, porém nenhuma forma de reconhecimento lhe foi atribuída por isso, ao contrário, toda memória histórica que seria construída com base no orgulho do que se fez, foi impedida pelo desprezo a quem fez. Esse desprezo constituiu-se em uma forte barreira ao se buscar, no passado, respostas para a presença oculta da cultura negra na arquitetura eclética de Juiz de Fora.

Observa-se que mesmo, em Juiz de Fora, os saberes mouriscos ou dos “homens de pele escura” estão fortemente presentes na arquitetura, na forma de urbanização e até no nome da cidade, uma vez que os mouros levaram para a Península Ibérica o costume de se manter o juiz fora da comunidade urbana para que pudesse julgar com isenção de pessoa, (BOTTI, 1994) costume esse que chegou até o Arraial de Santo Antonio do Parahybuna e lhe deu um novo nome enquanto cidade eternizando o juiz que era de fora.  O fato de muitos portugueses e espanhóis terem se convertido ao islamismo, durante a dominação mourisca, e terem se denominado “mouros”, em função, deste fato, deu ao resto do mundo o entendimento de que “mouro” significava “muçulmano”, desvinculando assim todas os feitos e as conquistas dos “homens de pele escura”. Ao longo da dominação europeia no novo mundo, o termo “mouro” passou a ser sinônimo de “cativo”.

O capital excedente, gerado pela economia agroexportadora do café, permitiu à cidade de Juiz de Fora se tornar a principal entreposta de mercadorias e escravos da Mata mineira (GIROLETTI, 1987; PIRES, 1993), que foram de suma importância para o desenvolvimento econômico e para melhoria na infraestrutura urbana. Esses cativos foram usados em trabalhos pesados tanto no campo quanto na comunidade urbana, criando as bases que geraram a “Manchester Mineira”, uma réplica da forma europeia de se fazer uma cidade industrial bem-sucedida. 

Entre os saberes trazidos pelos escravizados vindos, em sua maioria do norte da África, estão diversos elementos da arquitetura muçulmana, dentre eles o que em árabe se designava az-zeilij, significando “pequena pedra polida” e em português deu origem à palavra “azulejo”. Essa técnica, bem como o mosaico bizantino que chegou na Península Ibérica, através da invasão islâmica e foi trazida ao Brasil pelos Portugueses, sendo já conhecida dos cativos Malês (que em Yorubá significa “muçulmano”) e está presente na arquitetura eclética Juizforana, sendo implementada com maestria pela Cia. Pantaleone Arcuri.


Referências bibliográficas:

ALMEIDA, Aluisio de. Sorocaba: 3 séculos de história. Itu: Editora Ottoni, 2012

BARBOSA, D. D. Desenvolvimento Econômico e Pensamento Desenvolvimentista: o Caso de Minas Gerais. Disponível em <www.fea.usp.br/feaecon/media/fck/file/desenvolvimento> Acesso em 03/04/2012 p. 1-29

BENÉVOLO, L. As origens da Urbanística Moderna. 2 ed. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

BERGAD, Laird W. Escravidão e história econômica: demografia de Minas Gerais, 1720-1888. Bauru: Edusc, 2004

BERGAD, Laird W. Slavery and the Demographic and Economic History of Minas Gerais, Brazil, 1720-1888. Cambridge: Cambridge University Press, 1999. 

BOTTI, Carlos Alberto Hargreaves; OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de. Juiz de Fora: Vivendo a história. Juiz de Fora, 1994.

BURY, John; OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de. Arquitetura e arte no Brasil colonial. São Paulo: 1991. 219p.

CARNEIRO, Maria Luiza T.; KOSSOY, Boris. O olhar europeu: O negro na iconografia brasileira do século XIX. São Paulo: Edusp, 1994. 

CASTELLO, Lineu. A percepção de lugar: repensando o conceito de lugar em arquitetura-urbanismo. Porto Alegre: PROPAR-UFRGS. 2007.

CHUVA, Márcia. Fundando a nação: a representação de um Brasil barroco, moderno e Civilizado. Revista TOPOI: Revista de História do Programa de História Social da UFRJ. v. 4, n. 7, pp. 313-333 jul.-dez. 2003. 

CONDURO, Roberto. Especialistas divergem sobre o legado dos africanos na Arquitetura. Disponível em: Disponível em: http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2013/03/2303-especialistas-divergem-sobre-legado-deixado-pelos-africanos-na-arquitetura.html . 23 mar. 2013. 

CUNHA, Marianno Carneiro da; VERGER, Pierre. Da senzala ao sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na República Popular do Benim =: From slave quarters to town houses : Brazilian architecture in Nigeria and the People’s Republic of Benin. São Paulo: Nobel: EDUSP, c1985. 185p.

DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato Pinto. O livro de ouro da história do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 397p. 

ESTEVES, Albino. Álbum do Município de Juiz de Fora. 3. ed. Juiz de Fora: Funalfa Edições, 2008. 

FABRIS, A. (org.) Ecletismo na arquitetura brasileira. São Paulo: Nobel/EDUSP, 1987.

FARIA, Juliana Prestes de. Influência Africana na Arquitetura de terra em Minas Gerais. Dissertação (Mestrado). Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais, Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2011. 

FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950. 

FREIRE, Jonis. Escravidão e família escrava na Zona da Mata Mineira oitocentista. São Paulo: Alameda, 2014. 

FUNARI, Pedro Paulo de Abreu. A arqueologia de Palmares: sua contribuição para o conhecimento da história da cultura afro-americana. In: Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 509p. 

GÕSSEL, P.; LEUTÂUSER, G. Arquitetura do século XX. Tradução de Paula Reis. Lisboa: Benedikt Taschen, 1996.

GUIMARÃES, Elione. Múltiplos viveres de afrodescendentes na escravidão e no pós-emancipação: família, trabalho, terra e conflito (Juiz de Fora – MG, 1828-1928). São Paulo: Annablume; Juiz de Fora: Funalfa Edições, 2006. 

INIKORI, J.E. A África na história do mundo: o trafego de escravos a partir da África e a emergência de uma ordem econômica no Atlântico. In: História Geral da África, V: África do século XVI ao XVIII. UNESCO; Brasília, Secad/MEC, UFSCAR, 2010.

JESUS, Carlos Gustavo Nóbrega de. Entre escravos e taipas: o modo de fazer africano na arquitetura paulista. Disponível em http://orcid.org/0000-0002-1377-8829

LE GOFF, J. História e Memória. Tradução de Bernardo Leitão. Campinas: Editora da UNICAMP, 1992.

MELLO, Bruno César Euphrasio de. E o negro na arquitetura brasileira? Revista Arquitextos. n.145.01. jun. 2014. Disponível em: Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.145/4372 . 

MIRANDA, S. R. Cidade, capital e poder: Políticas públicas e a questão urbana na velha Manchester mineira. 1990. 323p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de História, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 1990.

MUMFORD, L. A cidade na história: suas origens, transformações e perspectivas. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

OLIVEIRA, F. B.de. “Bairro proletário modelo” da Companhia Industrial Mineira – Juiz de Fora. Revista Municipal de Engenharia. Rio de Janeiro, 1938. p. 23-30.

OLIVEIRA, M. R. Imigração e Industrialização: os Alemães e os Italianos em Juiz de Fora (1854- 1920). 1991. 192 p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de História, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 1991.

OLIVEIRA, P. História de Juiz de Fora. Juiz de Fora: Companhia Dias Cardoso, 1953.

PACHECO, J. Q. Guerra na Fábrica: cotidiano operário fabril durante a segunda guerra – o caso de Juiz de Fora – MG. 1996. 226 p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.

PASSAGLIA, Luiz Alberto do Prado. A Preservação do Patrimônio Histórico de Juiz de Fora: IPPLAN/PMJF. [s.d] p. 146 2011?

PASSAGLIA, L. A. P. Preservação do Patrimônio Histórico de Juiz de Fora. Juiz de Fora: PMJF, 1995.

PUPPI, Marcelo. Modernidade e Academia em Lucio Costa: Ensaio de Historiografia. Revista de História da Arte e Arqueologia. Campinas. n.1, p. 124-144, 1994. 

REIS, João José. De escravo a rico liberto: a trajetória do africano Manoel Joaquim Ricardo na Bahia oitocentista. Revista de História, São Paulo, n. 174, p. 15-68, jan./jun.2016. 

RESENDE, Rodrigo Castro. As nossas Áfricas: população escrava e identidades africanas nas Minas Setecentistas. 2006. 167p. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006. 

RUGENDAS, Johann Moritz. Tipos negros trazidos ao Brasil. Viagem Pitoresca através do Brasil I. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1940. 

SAMPAIO, Julio Cesar Ribeiro. Corredor cultural: fachadas preservadas, espaços subutilizados, Revista Topos, v. 4, p. 61-68, 2005. 

SALGUEIRO, H.A. Ecletismo em Minas Gerais. In: FABRIS, A. (org.). Ecletismo na arquitetura brasileira. São Paulo: Nobel/EDUSP, 1987.

SANTOS, P. F. Quatro séculos de arquitetura. Barra do Piraí: Fundação Rosemar Pimentel, 1977.

SOUZA, A. L. F. Estilo Eclético na Arquitetura de Juiz de Fora. ANAIS ANPUH – XXII Simpósio Nacional de História – João Pessoa, 2003.

STHELING, L. J. Juiz de Fora: A Companhia União e indústria e os Alemães. Juiz de Fora: s/ed., 1965. 

SUMMERSON, J. Linguagem clássica da arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1982. 

TAMM, P. A família Mascarenhas e a indústria têxtil em Minas Gerais. Belo horizonte: Papelaria e Tipografia Brasil – Velloso & Cia. Ltda, 1955.

VALE, V. A. A Arquitetura Latino-Americana da Industrialização – Juiz de Fora (1880-1930). Lócus. Juiz de Fora, v. 1, n. 1, p. 81-90, 1995.

VASCONCELLOS, Sylvio de; UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS. Arquitetura no Brasil: sistemas construtivos. 5. ed. rev. Belo Horizonte: UFMG, 1979. 186p.

WEIMER, Günter. Arquitetura popular brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 333p. 

WEIMER, Günter. Inter-relações arquitetônicas Brasil-África. 2008. 40p. Pronunciamento de Posse como membro efetivo do IHGRGS. Porto Alegre. Disponível em: http://www.ihgrgs.org.br/artigos/Gunter_Brasil_Africa.htm. Acesso em: 25 de março de 2010. 160 _____. Ritos da vida privada. In: SOUZA, L. de M.; NOVAIS, F.A. (Org.). História da vida privada no Brasil. Cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. I. p. 275-330. 


Miriam Dias

Arquiteta e Urbanista, pós graduada em Comunicação Empresarial e em Arquitetura de Interiores, Mestra em Ambiente Construído pela UFJF. Atua como pesquisadora no Laboratório de Estudos em Conforto Ambiental e Sustentabilidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFJF.