Trabalho X Adoecimento psíquico Burnout

Revista Casa D’Italia, Juiz de Fora, Ano 3, n. 23, 2022 – Fatima Godoy |  Trabalho X Adoecimento psíquico Burnout


Foto: Autor Desconhecido – Licenciado em CC BY-NC

A OMS classificou a Síndrome de Burnout como doença ocupacional desde 2014, devido ao alto índice de esgotamento psíquico que tem se notado nos últimos anos. 

Anteriormente, essa síndrome acometia mais profissionais que tinham contato direto com atividades que exigiam presença física com outras pessoas, como professores, médicos, psicólogos, bombeiros, policiais, jornalistas, enfermeiros etc., funções que demandavam uma troca emocional. Hoje, percebe-se que o excesso de trabalho, em qualquer função, também pode provocar a síndrome, assim como as relações interpessoais ou relacionamentos tóxicos e/ou abusivos de qualquer natureza.

Muitas pessoas estão sofrendo desse adoecimento emocional e não sabem. Dados estatísticos recentes contabilizam, em 2022, que um a cada três trabalhadores brasileiros sofre com o Burnout. Ao todo, ele afeta mais de 30 milhões de pessoas no Brasil.

Os sintomas vão aparecendo gradativamente. Primeiro, parece somente um cansaço físico comum de um dia de trabalho; posteriormente, esse cansaço parece ser intermitente, com outros sintomas concomitantes, como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais. Esses sintomas são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome. Além  das reações físicas, há ainda as emocionais, como ausências frequentes no trabalho, agressividade, isolamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima, desmotivação para trabalhar, baixa produtividade, dúvidas sobre o interesse pela profissão…  enfim, são vários os sintomas físicos e psíquicos. 

O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. O questionário baseado na Escala Likert também ajuda a estabelecer o diagnóstico. O tratamento requer acompanhamento médico, medicamentoso e psicológico, assim como atividade física, lazer e mudanças no estilo de vida. Procure ajuda o quanto antes! A saúde emocional é tão ou mais importante que a saúde física, afinal, a mente controla todo o resto.


Fatima Godoy

Psicóloga/Psicanalista/Professora de Psicologia e Psicóloga Clínica desde 1999 pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora MG. Pós Graduada em Psicanálise Ufjf -MG. Pros graduada em Neuropsicologia Faculdade Faciba -Bahia. Curso de extensão em Hipnose e Hipneatria da Sociedade Brasileira de Hipnose de Ribeirão Preto- SP. Curso de Hipnose Clássica -Memento Hipnose Florianópolis -SC. Terapeuta de Casal e Familiar SOBRAP seção Juiz de Fora-MG. Curso de Psicanálise SOBRAP seção Juiz de Fora. Facilitadora de Educação Emocional formação no EPP Miriam Rodrigues. Fundadora do Instituto de Psicologia Fatima Godoy. Atua como perita do juízo em Processo Judicial em tramitação no TJMG Professora de Psicologia em cursos Técnicos área de saúde. Professora curso de extensão Universitária em Psicologia Escolar -SOBRAP seção Juiz de Fora. Palestrante em escolas e empresas. Ministra cursos no Instituto de Psicologia Fatima Godoy. Psicóloga Escolar- Escola Sonho Encantado/Cema. Curso de extensão universitária em Farmacologia SOBRAP seção Juiz de Fora. Curso Extensão Universitária em Saúde Publica -SOBRAP seção Juiz de Fora. Professora no curso de Psicanálise na SBPEJFora