Exposição virtual coletiva SCHIZZO URBANO

É o titulo da mostra virtual proposta pelo grupo “A PONTE”. Do italiano: “esboço urbano”.


A arte de capturar aquilo que as retinas fixam é como um ritual antropofágico (citando Oswald de Andrade), onde a cultura é absorvida e digerida para compor novos olhares. Nós tentamos capturar as imagens da urbe e as devolvemos ao papel junto às nossas dúvidas e certezas. É também a busca do aprimoramento, no treino do olhar e na paixão à arte.


A reunião dos membros do grupo se deu por uma confluência de fatores e coincidências. Alguns já faziam parte de dois outros grupos de artistas: Pulsartes (que inclusive já expôs na Casa D’Itália em 2019) e Urban Sketchers de Juiz de Fora. Foi numa atividade acadêmica de Tarsila Palmieri, consistindo em desenhar pontes sobre o Rio Paraibuna, que seguimos à margem do rio, sempre nas manhãs de sábado com a missão de encontrar os melhores ângulos destas pontes tão icônicas à paisagem urbana da cidade. Terminada a tarefa, ficou o prazer em desenhar ao ar livre, e passamos a nos encontrar regularmente para desenhar outros lugares da cidade: templos, edificações públicas, prédios e praças, sem esquecer o componente humano contido em cada lugar. Num sábado quando desenhávamos o exterior da Casa D’Italia foi formado o grupo, que posteriormente batizamos de “A Ponte”, cujo simbolismo de ligação entre dois pontos, para o grupo é ligar a arte ao cotidiano de todos… é enaltecer os patrimônios, para ligar a história aos olhares da atualidade…. é registrar a vida da cidade, para ligar o hoje ao futuro. E, não por coincidência, faz alusão aos primeiros desenhos que nos uniu! Então, a ideia da exposição coletiva SCHIZZO URBANO é mostrar esses esboços da urbe que registram nosso amor à Arte e à Cultura, que realmente faz pontes necessárias em momentos como este, de pandemia e reclusão. Desfrutem.

COLAGEM DIGITAL COM DESENHOS DOS MEMBROS DA PONTE (PONTE DO MANOEL HON´ÓRIO)


1. CASA D’ITÁLIA

2. CINE THEATRO CENTRAL

3. CIRCULO MILITAR

4. COLÉGIO GRAMBERY

5. PALACETE CARAMURÚ


Igor Hollanda

Profissional da área de Design Gráfico e profundo amante das artes em toda a sua forma e extensão. Atuação mais forte na área da arte digital, tanto na ilustração quanto na modelagem 3D, animação e outras.
“Acredito que na arte não tem um fator que determine o que é arte ou não, todas são válidas em seu determinado contexto, estou me esforçando cada vez mais para aprender técnicas novas e aprimorar as já conhecidas, é um caminho longo, mas quem mandou gostar de artes?


1. ESQUINA DA RUA PADRE CAFÉ C/ RUA SÃO MATEUS – Ano 2020

2. LATERAL DA IGREJA DE SÃO MATEUS – Ano 2021

3. CASA D’ ITÁLIA – Ano 2020

4. CINE THEATRO CENTRAL – Ano 2021

5. ANTIGA COMPANHIA INDUSTRIAL E CONSTRUTORA PANTALEONE ARCURI – Ano 2020

6. PALACETE BOLIVAR CARAMURU DE OLIVEIRA – Ano 2021

Paola Sayao

Artista visual. Carioca de nascimento, mas mineira de coração. Formada em Letras na UFJF e atuando como funcionária pública, teve seu primeiro contato com a arte através de aulas de pintura a óleo com o renomado Artista Plástico mineiro Pedro Guedes.
Essas aulas lhe instigaram a ser autodidata em novas técnicas: “Tento expressar em cores, linhas e formas tudo que consigo depreender neste processo da captura do olhar e, neste processo de observação, o desenho veio de forma natural.”
Integrante também do coletivo de Artes “Pulsartes”, vem se dedicando à pintura e ao desenho de linhas soltas e emotivas.”


1. MULHER ESPERANDO UBER NO PARQUE HALFELD – Ano 2021

2. IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO – Ano 2020

3. CASTELINHO DA CEMIG – Ano 2020

4. ENTRADA DO HOTEL RENASCENÇA COM MOTO – Ano 2021

5. PESSOAS ESPERANDO ÔNIBUS NAS ESCADAS DO PRÉDIO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA – Ano 2021

6. PONTE DA ANTIGA LEOPOLDINA COM BOATE SAYONARA AO FUNDO – Ano 2020

Ramon Brandão

Artista visual brasileiro, professor, historiador e artista plástico formado em Artes pela UFJF. Mestre em História Cultural pelo PPGH/UFJF. “O ferro velho é o domínio do silêncio que emana de carcaças enferrujadas e paredes abandonadas; derradeiro patrimônio da aspiração de viajar no sentido inverso da morte, onde nada ainda foi consumado, e depois do qual tudo estará perdido. É esta dicotomia que tento aprisionar na minha arte!”


1. CASA DE ITÁLIA

2. IGREJA SÃO SEBASTIÃO (DETALHE TORRE)

3. ASSOCIAÇÃO DO COMERCIO (DETALHE PORTA)

4. CASTELINHO DA CEMIG

5. THEATRO CENTRAL

6. PONTE WILSON COURY

 Tarsila Palmieri

Artista plástica mineira de expressão multimeios, como desenho, aquarela, escultura, mural, fotografia e poesia. Formada em Administração de Empresas, técnica em Design Moveleiro e cursando Arquitetura e Urbanismo, como artista é autodidata e se caracteriza por trabalhos esteticamente delicados e femininos, inspirados em rendas, brocados e bordados tradicionais. Integrante também do Coletivo de Artes ” Pulsartes” e da assessoria “Vivemos Arte”.
“Porque é possível ver o mundo por ângulos diferentes. Inclusive o seu”


1. VILA IRACEMA – RUA ESPÍRITO SANTO

2. PRÉDIO DA ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIANTES – PRAÇA DR. JOÃO PENIDO

3. EDIFÍCIO CIAMPI – AV. RIO BRANCO

4. PRÉDIO DA ANTIGA PREFEITURA MUNICIPAL – PARQUE HALFELD

5. CASARÃO COLUCCI – AV. RIO BRANCO

6. PRÉDIO DA COMPANHIA PANTALEONE ARCURI – AV. ESPIRITO SANTO

Wesley Monteiro

Artista Visual Brasileiro Contemporâneo, atua principalmente com pintura em tela, gravuras e desenhos. Formado em Administração de Empresas e Recursos Humanos, com atuação na área de marketing e assessoria de comunicação. Amante do Movimento Modernista Brasileiro fomentou seu trabalho na área do cubismo e abstrato, assim como cores fortes e traços marcantes. Autodidata, Wesley acredita na legitimidade do seu trabalho e no processo criativo conseguindo assim com esses fatores um diferencial no mercado das artes.

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