Exposição FRESTA

Fres.ta [Lat. fenestra.] sf. 1. Abertura estreita na parede, para deixar passar a luz e o ar. 2.
Fenda, greta, frincha.

Gosto de frestas como gosto de colagens, fotografias e palavras, porque vejo nelas
possibilidade. Posso recriar o que vejo, imaginar o que ainda não sei, re-imaginar, enxergar por
outros ângulos, olhar com diferentes olhos. Numa fresta, nunca vejo a imagem já resolvida
como quando se abre a porta. Cabe tudo. Olhar ali é sempre algo possível.

“O meu avô sempre dizia que o melhor da vida haveria de ser ainda um mistério e que o
importante era seguir procurando. Estar vivo é procurar, explicava” (Valter Hugo Mãe, no livro
‘As mais belas coisas do mundo’).


1. “Miudezas”, 2018
Colagem manual

2. “As mais belas coisas do mundo”, 2020
Colagem manual e flores de macela

3. “Sobreviveremos”, 2019
Fotografia e técnica mista

4. “A saudade me alembra”, 2018
Colagem manual

5. “Cheio de si”, 2018
Colagem manual

6. “Deriva”, 2020
Colagem manual

7. “Fresta”, 2020
Colagem manual

8. “O salto”, 2018
Colagem manual

9. “Caminhos”, 2018
Colagem manual

10. “Saudade”, 2021
Colagem manual


Júlia Lacerda Fregadolli

Sou formada na Licenciatura em Artes Visuais pela UFJF, atuo como professora e sigo tentando descobrir meus próprios passos entre a arte e a educação. Me considero meio artista, meio educadora e meio o que há por vir. Gosto de pensar nesse porvir, porque muito da minha poética passa por ele. Os caminhos, suas possibilidades, os laços que se criam e a maneira como tudo isso nos atravessa. Acho que meu trabalho é uma tentativa de traduzir o que não sei como falar, por isso palavras e imagens caminham quase sempre juntas nas minhas colagens ou fotografias.

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